Memorando

Midterm evaluation

A meio do Processo de Renegociação Em Curso, algumas coisas merecem já uma avaliação.

1. O PS de António José Seguro encontra-se no momento das escolhas. Depois de ter tentado não fechar qualquer porta para o futuro, está à mesa do Memorando com PSD e CDS a discutir a reforma do Estado, o Orçamento e o pós-troika. Ao mesmo tempo aceita reunir-se com o Bloco, para falar da reestruturação da dívida. Estar no centro pode ter sido confortável. Mas prolongar a indefinição só vai levar o partido a um beco. Os portugueses querem saber com o que contam – e eu diria que o sr Presidente também. A hora decisiva serve também para isso.
2. O ‘apelo’ do Presidente foi levado a sério por todos. Os encontros podem preencher uma formalidade. Mas a presença de Moedas, Poiares Maduro, Óscar Gaspar, Brilhante Dias e Morais Leitão mostram que não há só conversa fiada. O relativo sigilo sobre o que se passa lá dentro também.
3. O vazio no discurso do Presidente sobre o que acontece se não houver acordo é a única arma real para forçar um acordo. O medo, prova-se, é o melhor dos combustíveis. A existência de um vigilante deixa adivinhar mais: que a avaliação final do Presidente terá em conta a atitude de cada um.
4. Menos brilhante, porém, é o não da troika a uma reunião esta semana com os três partidos. À primeira vista, isso mostra dificuldades numa flexibilização das metas. E, em consequência, dificulta também um entendimento interno. A reunião pode fazer-se depois. Veremos se se chega lá.

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